Procurando uma Casa

As entidades nos dizem que as casas religiosas, de uma maneira geral, e, mais especificamente, os nossos Templos de Umbanda, são na verdade “hospitais de almas doentias”, onde estas encontrarão, cada uma a seu tempo, as ferramentas através das quais depurarão seus carmas. Senão vejamos: em tempos antigos, fazer parte de uma casa de Umbanda nos daria a certeza de que iríamos realizar, exclusivamente, trabalhos rito litúrgicos, isto é, participaríamos somente de rituais e de incorporações. Com o passar do tempo, com o estudo, a evolução e a necessidade cada vez maior daqueles que frequentam nossos terreiros, as instituições, por determinação do Astral Superior, passaram a proporcionar uma gama de novos atendimentos fraternos, além do alimento do espírito. Podemos citar maravilhosas ações de caráter social, tais como, doações de cestas básicas, assistência médica, jurídica, e até na área de recursos humanos, além de ações na área educacional, entre outras atividades administrativas. Como vemos, hoje a grande maioria de nossos terreiros proporciona, além do conforto espiritual, maravilhosos trabalhos sociais, o que nos deixa claro que aos olhos da espiritualidade superior, não importa que tipo de caridade que poderemos prestar. Por outro lado, costumamos sempre dizer que a opção por uma Casa Espírita não deveria ser uma escolha de cunho particular, mas algo que chegasse das entidades que “carregamos”, pois a harmonia, o entrosamento, a simbiose, além de outros sentimentos nobres entre o nosso “campo vibratório” e a “cúpula espiritual” da casa, certamente nos trarão a maturidade, o equilíbrio, o bem estar, e também a vontade de permanecermos naquele ambiente sagrado. Todas estas questões serão de fundamental importância para que tenhamos a certeza do que fomos ali fazer, para que possamos ultrapassar os naturais desafios da jornada mediúnica e ainda pisar naquele chão com respeito, dedicação, amor, o que também nos fará atentar para os “valores éticos, morais e espirituais” exigidos pela Pátria Suprema. Sendo assim, devemos começar assistindo as atividades da Casa de uma forma geral, observando atentamente o desenrolar das sessões, dos rituais; verifiquemos se a instituição promove cursos de capacitação mediúnica, palestras em geral, desenvolvimentos mediúnicos, entre outras informações. Procedendo assim, passaríamos a entender as formas de trabalho e as propostas do terreiro, evitando desilusões futuras. Em verdade, todas as Casas têm algo em comum: o de permitirem ao médium chegar a algum lugar. Assim, o mais importante não é escolhê-la por sua beleza, facilidade ou por que nos simpatizamos. O mais importante é saber onde pretendemos chegar. A recomendação da Alta Espiritualidade é de irmos ao encontro das dores do mundo para amenizá-las, e das feridas, para curá-las. É no contato com os carentes do corpo e da alma que aprendemos a dominar as imperfeições que se agitam dentro de nós. É nas lutas de cada sessão que adquirimos o poder de abandonar a “casca do homem velho” de uma vez para sempre. No meio de nossos assistidos, é que podemos realizar os milagres que a Umbanda promove. Ali, em contato com as grandezas e mazelas do próximo, encontramos forças para as nossas próprias fraquezas e descobrimos as energias íntimas mais profundas. E para que todas estas sublimes tarefas possam ser exercidas em toda a sua plenitude, com amor, alegria e um constante espírito fraterno, devemos nos lembrar de que a lei da afinidade deverá ser a chave que nos abrirá as portas de um novo Templo de Umbanda. A partir daí, ao final de todas estas atitudes preliminares, se for o caso, aí sim, poderemos ingressar no quadro de médiuns de uma instituição, fazendo parte como soldados no sagrado “exército branco de Oxalá.”.