Os Pontos Cantados na Umbanda

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Os cânticos na Umbanda são expressões da alma. É o ser humano que fala e ora através das cantigas. Eles sempre existiram, em todas as religiões e em todas as épocas.

Os pontos cantados têm as seguintes finalidades:

  • Atrair determinadas vibrações;
  • Fazer a corrente subir na vibração;
  • Realizar trabalhos espirituais;
  • Tocar determinados corações, ainda adormecidos pelo excesso de materialismo;
  • Transmutar miasmas, larvas astrais, causadores de bloqueios energéticos.

Os pontos cantados (cantigas) originam-se nas “falanges” responsáveis por transmitirem-nas aos “ouvidos espirituais”, ou “vêm pela inspiração”.

Essa capacidade de alguns médiuns na composição de pontos através da intercessão dos espíritos é mencionada por Kardec em “O Livro dos Médiuns,” denominando-a de “mediunidade musical”.

Há três formas utilizadas para a composição dos pontos cantados, a saber:

  • Induzida: quando o compositor só se preocupa em fazer as tradicionais rimas. ex: juremá, congá, oxalá, entre outras.
  • Intuída: quando a entidade ou orixá intui quem está compondo, vindo naturalmente.
  • Incorporada: quando a entidade incorpora no médium e dá toda a cantiga pronta.

Todas as cantigas de Umbanda têm seu fundamento. Devemos ter sempre o cuidado de entoar a cantiga certa e na hora exata, pois uma cantiga mal escolhida, fora de seu âmbito, não produzirá o efeito desejado, prejudicando a aproximação das falanges e até mesmo perturbando o ambiente, pois estas falanges não estarão sendo atraídas como deveriam ser.

No Templo Estrela do Oriente, evitamos cantigas que contenham palavras de baixa vibração, além de pontos que possam denegrir a imagem da religião e/ou das entidades. Além disso, evitamos cânticos que não coadunam com as vibrações da casa, assim como de cantigas que não tenham sido previamente autorizadas pela direção espiritual da instituição.

Na Umbanda os tipos mais comuns de cantigas são:

  • Chegada de falange: ponto entoado para atrair a vibração de uma gira/falange específica.
  • Firmeza de gira: ponto utilizado para dar firmeza à gira, trazendo o equilíbrio e a sustentação necessária ao prosseguimento dos trabalhos espirituais.
  • Descarrego: utilizado para desbloquear o campo vibratório de determinadas pessoas, ocasionado por larvas astrais, miasmas, excesso de materialismo, etc.
  • Traçado: é utilizado quando se quer cantar para dois orixás ou duas falanges em uma mesma cantiga.
  • Demanda: Esse tipo de cantiga é usado com o intuito de enviar determinadas energias para uma determinada pessoa.
  • Advertência: através deste tipo de ponto uma determinada pessoa é advertida quanto a sua postura ou realidade vibratória, na qual tenha que prestar atenção, a fim de modificá-la.
  • Louvação: São aquelas cantigas utilizadas nos festivais, através das quais os orixás e ou falanges são reverenciados.
  • Cura: A entoação desse tipo de cantiga tem por objetivo o tratamento espiritual de um determinado assistido.
  • Raiz: Pontos produzidos pela espiritualidade para uma determinada Casa Espiritual.
  • Misericórdia: Ponto utilizado pelo Ogã quando se percebe que a entidade está com dificuldades de atender um determinado assistido.
  • Mudança de falange: Usado quando se quer alternar de um padrão vibratório para outro.
  • Defumação: Utilizados durante a defumação, visando à limpeza espiritual do ambiente.
  • Agradecimento: Normalmente utilizado no final da gira, em que se agradece à espiritualidade pelos trabalhos espirituais realizados.
  • Subida de falange: Utilizados para o retorno das falanges ao plano astral.
  • Abertura de sessão: Entoados para a abertura do evento espiritual.
  • Obsessão e desobsessão: São aquelas cantigas que têm em seus mantras o poder de obsediar e no melhor cenário, promover o afastamento de espíritos de baixa vibração de um determinado assistido ou de um determinado local.
  • Fechamento de gira: Utilizado dentro do rito espiritual, em que se “fecham” os trabalhos espirituais no plano material.