Entrevista com Dirigente Espiritual e Ogã Luis Fernando Barros do Templo Estela do Oriente

Jefferson (Ogã TEO): A partir de que momento o Sr. se tornou Ogã?

Fonte: TEO

Pai Luis Fernando Barros: Me descobri Ogã no momento em que escutei o Atabaque bater. Isso tocou no fundo da minha alma. A partir dali eu sentei e vi que eu tinha a cadência para tocar e fui me desenvolvendo. Esse foi o meu início.

 Jefferson (Ogã TEO): Para o Sr. como o Ogã contribui?

Pai Luis Fernando Barros: O Ogã contribui muito a partir do momento que ele doa o seu DOM MEDIÚNICO, que no caso é o DOM DA MUSICALIDADE para que a corrente mediúnica possa subir na vibração. Além disso, os cânticos que o Ogã entoa eles servem como mantras para reverter muita coisa que os consulentes necessitam.

 Jefferson (Ogã TEO): Qual a posição do Ogã dentro da Hierarquia Espiritual?

Pai Luis Fernando Barros: Cada casa tem uma hierarquia diferente, no T. E. O. o Ogã tem um papel fundamental, não só dentro da curimba, como também na parte da administração espiritual da casa. Por que abaixo dos dirigentes espirituais é o Ogã que tem a maior convergência com o DIRIGENTE ESPIRITUAL.

Jefferson (Ogã TEO): Qual ensinamento o Sr. passaria para o Ogã?

Pai Luis Fernando Barros: São 40 anos de UMBANDA que eu fiz no final do ano passado. O ensinamento seria de que o Ogã precisa tentar entender, identificar o tipo da sua mediunidade. Se ele é um Ogã, que ocupa realmente um cargo dentro da UMBANDA, ou se ele é apenas um percussionista. O Ogã que ama o seu cargo ele procura aprender os pontos, aperfeiçoar os toques, qualquer coisa fora disso ele estará ocupando o lugar errado.

Jefferson (Ogã TEO): A sua experiência como Ogã de Umbanda?

Pai Luis Fernando Barros: Minha experiência como Ogã de Umbanda se deu em duas casas apenas: a partir dos 15 anos iniciei no Templo Umbandista a Caminho da Luz, onde além de ser Ogã de atabaque, fui também Ogã de cântico; e no TEO, onde atuo como Ogã e médium.