A ética nas relações pessoais

Quando ouvimos a palavra “ética” logo remetemos ao mundo político e corporativo, sem nos darmos conta que ela é a base para todas as relações sociais. A prática deste conjunto de princípios e valores tornam relacionamentos mais saudáveis e uma sociedade mais justa.
A ética nos traz um constante questionamento, “como devo agir perante o outro?”. Segundo os ensinamentos espiritualistas, a ética espírita se baseia, basicamente, nos ensinamentos de Cristo, no conhecimento da verdade, a forma como nos relacionamos, um juízo entre o bem e o mal, o certo e o errado. Voltando ainda mais no tempo, Moisés já havia prescrito em seus mandamentos, valores éticos que permeiam nossa sociedade até hoje. E não menos importante, mais a frente, no Livro dos Espíritos, sobre moral, Allan Kardec enfatiza: “O progresso da humanidade tem seu princípio na aplicação da lei de justiça, de amor e de caridade…“.
Mas vale ainda outra reflexão dentro deste contexto, o que você faz diante da falta de ética nas diferentes relações sociais? Embora sejamos seres individuais, com valores distintos, princípios como respeito, honestidade e tolerância são inerentes a todo ser. Neste sentido, podemos nos aprofundar numa conduta humana que foge dos limites éticos, o relacionamento abusivo. Qual o limite da ética em suas relações interpessoais? O que você se permite em cada relação?
Muitos pais, filhos, casais, parentes, amigos e colegas de trabalho sustentam relações de extrema dependência e cobranças. Um cessar constante de direitos individuais daquele que se permite entrelaçar em relações tão tóxicas, onde acreditam que o SIM é a única alternativa com o outro. Ele esquece que o NÃO também é uma prova de amor e a melhor maneira de estabelecer os limites éticos dentro de um relacionamento.
Uma relação sadia é aquela que não é capaz de tirar seu espaço, não anula sua vida e, tão pouco, tira sua paz. Domine seus espaços, estabeleça os limites éticos entre você e o outro. O poder do NÃO é libertador e também uma prova de amor ao próximo e a si mesmo!
Embora todos tenham seus carmas, resgates afetivos, oriundos de vidas pretéritas, isso nada tem a ver com permitir-se se afogar relacionamentos abusivos e antiéticos; é preciso olhar além do que os seus olhos conseguem enxergar, cultivar as leis morais determinadas pela espiritualidade e um amor sadio.
A ética nas relações interpessoais precisa estar presente em todos os âmbitos da nossa vida, para que sejamos pessoas melhores para o outro e para nós mesmos, estabelecendo limites e aplicando as normas da moralidade cívica, pautado ainda nas leis da espiritualidade.