Busca Incessante

Queridos leitores, se me fosse perguntado o porquê de ser tão difícil promover a tão desejada reforma interior eu teria uma resposta. Mas com certeza muitos de vocês teriam respostas diferentes. Na verdade, não existe uma receita de bolo, pois, se assim fosse, todos nós iríamos querer.

Como foi citado na edição anterior, tudo é um processo e uma escolha. Mas podemos aqui dar juntos um primeiro passo que é fundamental, entendendo duas premissas primordiais: primeiro, ter consciência da necessidade de mudança e, posteriormente, se dar conta de que esse processo não ocorre de fora para dentro e sim, de dentro para fora. Coisas do tipo, “se ele (ela) não mudar eu também não mudo”; “Isso eu não posso perdoar”; “A culpa de eu ser assim é de fulano (fulana); “Ninguém me entende”; “Ninguém me ajuda”; “O que é que eu fiz para merecer isso” (esse é clássico), entre outros “motivos” que tentamos utilizar para justificar as nossas incapacidades para lidar com a nossa realidade.

O Criador nos fez espíritos únicos e com todas as capacidades inerentes para realização de todas as obras por Ele determinadas a nós. Mas como a pedra bruta, que só se transforma em diamante após diversos processos de lapidação, assim somos nós. Precisamos de tempo, experiências, encarnações, provas, expiações, etc., juntamente com os nossos esforços e, claro, com o desenvolvimento da Espiritualidade, seja através ou não de uma religião.

Exercícios de meditação, autoconhecimento, controle da mente, estudos, doutrina, entre outros, são ótimas ferramentas, mas que de nada servem sem o principal: o exercício do amor e do perdão. Sem essas duas virtudes, meus Irmãos, não existe reforma interior. Portanto, amem e perdoem, primeiramente, a si mesmos, para que possam caminhar nesta senda.

Um abraço fraterno e até a próxima edição.