A dignidade da pessoa humana na internet e a espiritualidade

Com o avanço dos tempos, as redes sociais foram ganhando uma grande notoriedade e fazendo cada vez mais parte do dia a dia das pessoas. Nos dias atuais, o Facebook, Twitter, WhatsApp e Instagram ganharam força. Temos o hábito de dar aquela “olhadela” diária nas redes sociais para acompanhar novidades da mídia, ver fotos postadas de amigos ou mesmo acompanhar páginas que falam do que nos interessa. Eu mesma acompanho muitas páginas que abordam o tema sobre a espiritualidade ou falando sobre a nossa Umbanda.

Não costuma ser ruim se o acesso é feito com moderação e com senso crítico. Mas em meio a muitas informações como saber o que é verdadeiro e o que é falso?

As notícias falsas com conteúdo duvidoso que circulam em redes sociais ou em meios de comunicação como rádio e televisão têm um termo associado que se chama FAKE NEWS.

As “Fake News” servem para espalhar notícias falsas ou manipular dados a fim de influenciar a opinião de quem lê. Em muitos momentos aproveitam-se de publicidade gratuita para aproveitar deste ambiente virtual para denegrir ou ofender o outro, atingindo assim a sua dignidade.

A dignidade da pessoa humana é protegida em nosso país pelo código civil, código penal e constituição federal. É um assunto tão sério que o pode ser punido com prisão do culpado e indenização à vítima. A pessoa alvo desse comportamento nocivo praticado na internet pode vir a sofrer abalos intensos em seu interior, vindo até a tirar sua própria vida em alguns casos, por não aguentar a humilhação que esse evento causou.

Embora em 2009, com a Lei N.º 12.015, o Código Penal Brasileiro tenha trazido modificações nos crimes sexuais, ainda não está regulamentado no Brasil os Crimes Cibernéticos, porém tramitam no Congresso Nacional o projeto de Lei N.º 6.630/13 e a Lei N.º 5.555/13, que pretendem tipificar a conduta de um crime virtual que atinge a honra e a dignidade da pessoa humana.

Em um breve tratamento, é preciso mencionar que a dignidade da pessoa humana, princípio basilar previsto na Constituição Federal da República Federativa do Brasil de 1988 (CF), mais precisamente no seu artigo 1º, inciso III, merece tratamento especial por ser um princípio de alto escalão, devendo o Estado garantir a proteção à dignidade de cada cidadão.

Então, prezado leitor, como podemos proceder ao lermos as notícias na internet? A seguir teremos algumas dicas úteis:

1 – Antes de compartilhar notícias, faça uma breve busca na internet para saber a veracidade da informação;

2 – Verifique também a procedência das informações recebidas;

3 – Caso receba algum conteúdo envolvendo menores, seja de cunho sexual ou de cunho vexatório, DENUNCIE. Você poderá ligar para DISQUE 100 ou para 190, e fazer sua denúncia de forma anônima.

4 – Se em algum momento for você o alvo de tais notícias vexatórias, não tenha medo e procure a delegacia de polícia mais próxima para denunciar. Faça cópias seguras do conteúdo que o ofendeu e tente não revidar as ofensas. Não devemos pagar o mal com o mal.

5 – Se você receber alguma informação que denigra a imagem de alguém, seja através de calúnia ou difamação de alguém, não colabore para a continuidade deste círculo vicioso. Não devemos ser propagadores do mal. Lembre-se que possuímos o livre arbítrio para não colaborar com a baixa espiritualidade, e você poderá receber sanções cíveis e penais por este comportamento.

Lembrem-se irmãos: nada de colaborar com FAKE NEWS!

Um grande abraço e até a próxima!