Músicas que Curam

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Músicas que Curam

Recebi o pedido de um leitor, que me sugeriu o assunto Musicalidade e Espiritualidade para ser abordado no Informativo Folha da Jurema; nesse contexto,  trouxe um pouco mais esse tema para o processo saúde-doença, parei para refletir um pouco sobre minhas experiências ao longo da minha trajetória profissional, então, me peguei pensando sobre o uso da música como recurso terapêutico na nossa saúde mental como um todo.

A Musicoterapia é utilizada através de um conjunto de técnicas baseadas na música e empregadas no tratamento de problemas somáticos, psíquicos ou psicossomáticos; utilizado num contexto clínico, educacional e social para prevenção e apoio a problemas de saúde mental, promovendo qualidade de vida e bem-estar.

Os gregos antigos utilizavam a música como cura dos males, consideravam-na uma espécie de psicoterapia que afetava o corpo por intermédio da alma. Para Aristóteles, a música poderia suscitar fortes emoções, e assim levar a um estado de libertação. Porém, foi Pitágoras que desenvolveu o conceito de cura pelos intervalos e ritmos da melodia, denominava de Purificação a terapia pela música. Na Segunda Guerra Mundial, a utilização da música ao vivo superou a meta inicial, que era oferecer diversão aos feridos, e promoveu: redução dos casos de depressão, maior socialização entre os pacientes, elevação da moral, aumento da expressão emocional e maior contato com a realidade.

Atualmente, há um grande volume de pesquisas que quantificam e confirmam os benefícios da música. Estudos reforçam que a ressonância é a base para a cura por meio do som e da música, pois através de suas vibrações atinge o ser humano plenamente, no âmbito físico, energético, emocional, mental e espiritual.

Em crianças a musicoterapia pode ser utilizada em qualquer faixa etária pode auxiliar no desenvolvimento cognitivo das crianças, pois ativa diversas áreas cerebrais, melhora a concentração, reduz a ansiedade e é uma possibilidade de expressão criativa; a música evoca sentimentos, recordações, lembranças, algumas vezes podendo levar músicas representativas para os pacientes.

Nos adultos  integrar uma pessoa ou um grupo para que ela possa se desenvolver em seu meio tendo uma maior qualidade de vida, se reabilitando ou até mesmo desenvolvendo seus potenciais, redução do estresse e da depressão, trabalham o equilíbrio, a concentração, a atenção, entre muitas outras coisas, inclusive a autoestima. A ligação emocional entre música e o ser humano tem explicações biológicas. A região do cérebro responsável pela música fica muito próxima a área das emoções, contribuindo para tornar tão forte essa associação entre a música e a nossa emoção, considerada a “linguagem da emoção”, uma linguagem universal.

Em vários momentos da minha trajetória profissional pelas unidades hospitalares em serviço do usuário SUS, me deparei com um grupo de artistas e/ou voluntários alegrando os pacientes de todas as idades, usando a arte para regenerar a saúde, um modelo de cortejo que combina música e teatro para inspirar o resgate da energia vital dentro do hospital. Apresentações, gratuitas e abertas às comunidades locais, enxergar o hospital como um espaço que também pode ser habitado pela arte em suas mais diversas formas, como teatro, circo, poesia, música, etc. Alguns são bem conhecidos: Doutores da alegria, Conexão do bem, Palhaços sem Fronteiras….

A música pode ser utilizada nas mais diversas doenças, segue abaixo algumas Indicações e benefícios elencado pelo tratamento da musicoterapia:

Estresse: “A pessoa deve identificar a origem desse problema e tomar algumas atitudes, que variam: ficar em silêncio, ouvir uma música boa de seu gosto pessoal que induza o relaxamento, seja instrumental ou não. Outra opção para auxiliar no alívio é tocar um instrumento, como a bateria”.

Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH): “Além dos métodos terapêuticos, o paciente pode aprender a tocar algum instrumento musical, pois isso irá contribuir no tratamento”.

Acidente vascular cerebral (AVC): “A música pode colaborar com a reabilitação social, emocional, física e, principalmente, da linguagem, porque a pessoa voltará a se expressar naturalmente”.

– Autismo: “Por meio da música, vemos, aos poucos, que as pessoas com autismo vão adquirindo uma maior expressividade, se organizando melhor, se acalmando e ampliando a atenção, o que resulta no processo da aprendizagem de novas capacidades”.

 

Musicalidade e a Espiritualidade

 

Desde a antiguidade a música, assim como a cor, foi utilizada para a cura. Antigas civilizações na Grécia, Egito, Índia, China já tinham ciência sobre o valor terapêutico de ambas, a ponto dos enfermos serem tratados em templos, e não em hospitais, onde, além do repouso, a energização espiritual com aquelas técnicas eram aplicadas.

O fato de sermos seres espirituais nos torna altamente susceptíveis, no nosso cotidiano, a efeitos de influências vibratórias tanto positivas quanto negativas, embora nem sempre estejamos conscientes disso. Esta vibração atinge especialmente nossos chakras, ou seja, os centros de atividade para recepção, assimilação e transmissão de energias vitais de que somos possuidores.  Dessa maneira, podemos nos beneficiar espiritualmente de uma energia positiva gerada por uma música que nos agrade como também podemos nos desequilibrar espiritualmente frente a uma energia negativa produzida por uma música não afinada com os nossos gostos ou com a nossa natureza evolutiva espiritual.

A música é vibração e pode estimular o Espírito, provando sensações de nível superior, permitindo vibrarmos em sintonia com esse algo superior, despertando a essência Divina que dorme em cada um de nós. Ao vibrar, sintonizamos com vibrações sutis que pululam no Universo. Podemos sentir vibrações que, por outros meios não sentiríamos, emoções novas brotam na alma, levando o Espírito a querer evoluir. A música representa, pois, elevada interação vertical com as esferas superiores da vida universal.

A harmonia que traz em si se concretiza como a exalar o perfume, com lentidão ou rapidez, como no som harmonioso que se espalha. O Espírito que já conquistou a harmonia é como aquele que tem a aquisição intelectual. O Espírito sábio que ensina a ciência sente-se feliz por ensinar os que não sabem. O Espírito que faz o éter ressoar com os acordes da harmonia que já traz em si, sente-se feliz de ver satisfeitos os que o ouvem. E do mesmo Espírito, encontramos essa definição magistral: A música é o médium da harmonia.

Ela é, pois, essencialmente, moralizadora, uma vez que leva harmonia às almas, que por sua vez as eleva e as engrandece. Deduz-se, pois, que a música exerce uma feliz influência sobre a alma e a alma que a concebe exerce também uma influência sobre a música.

A alma virtuosa que tem a paixão do bem, do belo, que adquiriu a harmonia, produzirá obras primas capazes de penetrar as almas mais blindadas, fechadas em si mesmas, e comovê-las. Já o compositor terra-a-terra como poderá representar a virtude que ele despreza, o belo que ignora ou o grande que ele não compreende? Suas composições serão o reflexo de seus gestos sensuais, de sua leviandade. Serão obscenas, licenciosas, sensuais e causarão mais danos que melhorar os ouvintes.

Num trecho do artigo Música e Espiritismo, de João Marcelo Gonçalves Coelho, publicado na revista Mensageiro, no qual o autor enfatiza a importância da música na criação de uma ambiência entre os dois planos, terrestre e espiritual, escrevendo “a música, desde que sublime, é prece que enleva e enobrece o espírito eterno que todos somos, permitindo-nos entrar em estreita comunhão com os planos superiores da expressão espiritual.”

Portanto, para que o corpo e o espírito se mantenham em pleno equilíbrio, ao lado da higiene física e mental e da alimentação e hábitos saudáveis, a rotina de audição de uma música que nos induza a calma e ao prazer deve ser cultivada para que sejam alcançados os objetivos harmônicos que desejamos manter em nossa trajetória terrena.

 

Fontes:

Paulo Roberto Mattos da Silveira (Médico e Músico) – Coordenador do Serviço de Orientação Mediúnica (SOM) do Lar de Frei Luiz Tratamento a distância e anti-Goécia

https://www.altoastral.com.br/musicoterapia-musica-tratamento/

http://www.lardefreiluiz.org.br/a-influencia-energetica-da-musica-sobre-o-espirito/

https://www.kardecriopreto.com.br/musica-vibracao-e-sintonia/

 

By |2019-01-20T14:35:40-03:00outubro 31st, 2018|Saúde e Espiritualidade|0 Comments

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